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domingo, 13 de março de 2011

Cumulus Nimbus

Nuvens negras, chuva gélida
não sei mais se é noite
não sei mais se é dia
e a chuva cai, incessante.

O medo frio é a unica testemunha
de minhas feições tristes
nestas horas incertas
solitárias

O som dos trovões
a voz da tempestade
gritam: "É o fim, é o fim!"
Meu coração treme no peito

Mas, o que é aquilo ao longe?
uma luz? uma estrela?
Seria um sinal para esperança?
Seria um guia para fora dessa tormenta?

Mas que luz poderia atravessar
tão enorme barreira?
somente o impossível teria forças
para chegar a este mundo de trevas.

"É o fim, é o fim"!
E meu coração para
e o frio toma conta
exceto, por um pequeno calor

A luz, está ali!
é ela quem me deu um pouco de seu calor
se duvidara da existência dela
agora me envergonho de tais pensamentos

Está lá, longe, porém, vindo
preciso alcança-la
é preciso lutar por ela
"É o fim, é o fim"

Grita a tempestade
"Não, é um novo começo"
Brada meu coração
com esperanças renovadas

Com novas forças
vou de encontro a luz e seu calor
e quando a avisto, é um sorriso!
lindo sorriso que ilumina tudo a sua volta

Ah, tempestade, passa!
Passa e deixa o sol brilhar.
Deixa as estrelas aparecerem no céu mais uma vez
deixa as lágrimas secarem...

Porque seu frio não significa mais nada
seu som não mais me assusta
e sua escuridão perdeu o sentido
A tempestade passou.

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