A história nos mostra que toda civilização já registrada passou por três etapas: ascensão, apogeu e queda.
A antropologia nos mostra que o homem aprendeu com seus erros, as sociedades evoluíram ou, se preferirem, se adaptaram. O homem como individuo possuí os mesmos instintos de sempre. As mesmas emoções que enredam o raciocínio delimitam a ética. A psicologia estudou o comportamento das pessoas durante alguns anos notando alguns padrões. Comportamentos, escolhas, atitudes. A complexidade de um individuo é substituída pelo comportamento padronizado de uma massa. Não que o comportamento da massa seja menos complexo que o do indivíduo. Uma pessoa tem dúvidas, receios, medo. Estas dúvidas geram um conflito mental. Qualquer ideia alheia ao comum dispara um mecanismo de defesa. Nosso subconsciente fica alarmado e começamos a pensar. O cérebro automaticamente inicia uma série de perguntas e assimilações. Uma busca em nossa memória é iniciada. Uma memória pode ser fixada mais profundamente em nossas mentes através de uma emoção. Um susto, uma dor, uma paixão. Tudo necessário para a sobrevivência. Assim é mais fácil controlar um grupo do que mudar a mentalidade de um indivíduo. Instintivamente, inconscientemente estamos protegidos contra ideias externas. Quando estamos mais vulneráveis nossas defesas estão a todo vapor. Portanto, na segurança do grupo, nos tornamos impotentes contra manipulação. A maior proteção do indivíduo, a sociedade, também é seu maior revés. As informações, as ideias, viajam o mundo. Informação é poder. Pois, a informação corretamente administrada pode levar um grupo a tomar uma determinada decisão. Não existe uma ordem determinada. Nenhuma forma segura de se determinar como cada individuo de um grupo ira se portar em alguma situação. É possível, entretanto, prever o fluxo geral, direciona-lo. Através dos estímulos corretos pode-se atribuir emoções desejadas à certas ideias. Então, como um gatilho, uma ação determinada desencadeia um sentimento. Por sua vez, a emoção ativa a memória que busca similaridades. Por fim, há uma resposta do nosso inconsciente, e, essa resposta seria similar às memorizadas anteriormente relativas ao mesmo sentimento. Raiva, confiança, amor, paixão, medo, terror, confusão, dor, desconfiança, semelhança, empatia, prazer, contradição, repetição. Marcas que nossa mente atribui à memórias. Marcas que podem ferir ou curar. Machucar ou proteger.