Colaboradores

domingo, 12 de dezembro de 2010

In a given sunday...

"This is the end

Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I'll never look into your eyes...again
Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need...of some...stranger's hand
In a...desperate land ?"

[...]
- The Doors

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Over and over

"Insanity is to do the same thing over and over, expecting differents results".

 Every day he looks at sky. Every night he sees the stars. All that briliant dots flying. And then he looks to Earth, to the mankind, and all night, since sunset until sun rises again, he observe. The new day arrives, people starts to wake up. The life goes on. He gets down and grab a little of sand. The sand flows between his fingers, slowlly, grain by grain. The same wind refreshing his face takes away the sand from his hand. For the entire day he watches a man bilding a sand castle. With patience and care, the man moist the sand. Then the castle begins to take shape. Looking at the man you would notice his wrinkled hands moulding and creating. The sweat drips over his eyes and he can't clean it. His hands has sand. He felt thirsty, but the water is full of salt. He just suports it and keep working. Now the sunset is coming again. He is almost finished. He takes a few steps back to get a better look of his works. When he is walking the tide gets high and destroys everything. He turns arround and see the sunset, simille and get home. The sand has finished, the wind stops, and the man who watches everything looks at sky. Every night he sees the stars. All that briliant dots flying. And then he looks to Earth, to the mankind, and all night, since sunset until sun rises again, he observe...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

[...]

Sonhos incontáveis, pensamentos insondáveis;
Nas nuances de uma mente que vibra;
tomam formas, ganham cores, cheiros e sabores;
Se é possível  viver de sonhos, não sei.
Mas, é impossível viver sem eles.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Uma janela num sábado

Ele olhou para cima e observou a janela. Era uma tarde de sábado e o dia estava quente. O gelo derretia e escorria pela garrafa. Alguém estendeu o abridor. O som do gás saindo, o som que a tampinha faz quando atinge o chão, o som de satisfação quando o primeiro gole desce pela garganta. Ahhhh! O calor é contrastado pelo frio da bebida. A tarde mórbida de um sábado quente começa a se tornar divertida. Os amigos vão chegando e se sentam, um deles trás consigo um violão. A roda canta, bebe e se diverte. O celular toca. Ele se levanta e conforme se afasta da roda, o efeito do sábado quente recomeça. Então, duzentos metros à frente ele passa diante da janela e escuta um chamado amistoso. A urgência da ligação impede que ele pare. Faz um aceno, uma desculpa, e, segue, apressado, pelo calor do sábado. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Teoria da Conspiração

A história nos mostra que toda civilização já registrada passou por três etapas: ascensão, apogeu e queda.
A antropologia nos mostra que o homem aprendeu com seus erros, as sociedades evoluíram ou, se preferirem, se adaptaram. O homem como individuo possuí os mesmos instintos de sempre. As mesmas emoções que enredam o raciocínio delimitam a ética. A psicologia estudou o comportamento das pessoas durante alguns anos notando alguns padrões. Comportamentos, escolhas, atitudes. A complexidade de um individuo é substituída pelo comportamento padronizado de uma massa. Não que o comportamento da massa seja menos complexo que o do indivíduo. Uma pessoa tem dúvidas, receios, medo. Estas dúvidas geram um conflito mental. Qualquer ideia alheia ao comum dispara um mecanismo de defesa. Nosso subconsciente fica alarmado e começamos a pensar. O cérebro automaticamente inicia uma série de perguntas e assimilações. Uma busca em nossa memória é iniciada. Uma memória pode ser fixada mais profundamente em nossas mentes através de uma emoção. Um susto, uma dor, uma paixão. Tudo necessário para a sobrevivência. Assim é mais fácil controlar um grupo do que mudar a mentalidade de um indivíduo. Instintivamente, inconscientemente estamos protegidos contra ideias externas. Quando estamos mais vulneráveis nossas defesas estão a todo vapor. Portanto, na segurança do grupo, nos tornamos impotentes contra manipulação. A maior proteção do indivíduo, a sociedade, também é seu maior revés. As informações, as ideias, viajam o mundo. Informação é poder. Pois, a informação corretamente administrada pode levar um grupo a tomar uma determinada decisão. Não existe uma ordem determinada. Nenhuma forma segura de se determinar como cada individuo de um grupo ira se portar em alguma situação. É possível, entretanto, prever o fluxo geral, direciona-lo. Através dos estímulos corretos pode-se atribuir emoções desejadas à certas ideias. Então, como um gatilho, uma ação determinada desencadeia um sentimento. Por sua vez, a emoção ativa a memória que busca similaridades. Por fim, há uma resposta do nosso inconsciente, e, essa resposta seria similar às memorizadas anteriormente relativas ao mesmo sentimento. Raiva, confiança, amor, paixão, medo, terror, confusão, dor, desconfiança, semelhança, empatia, prazer, contradição, repetição. Marcas que nossa mente atribui à memórias. Marcas que podem ferir ou curar. Machucar ou proteger. 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sem título

Perdi a vontade de escrever. Fiz um origami azul. Olho para a tela, as letras surgem no fundo branco. Com a ponta dos dedos construo as formas que trazem profundos significados. Podem mudar vidas, ensinar, divertir e transformar a realidade. Tanto poder em uma ideia tão simples. Um desenho, uma forma que só depende da vontade de quem a usa. Só depende das intenções de quem as rabisca, ou, como eu, escolhe-as com as pontas dos dedos. Meus textos são vazios, escrevo-os como quem inventa uma história, com sentimentos e situações inventadas. Personagens que não existem na vida real. Uma distorção da realidade, do que é chamado de realidade. Hoje não tenho uma história, nem crônica ou mesmo um pequeno conto. Estou vazio e contemplo apenas as formas na tela. Observo as palavras surgindo diante de mim, impelidas por alguma parte de meu cérebro. Não penso nelas, não imagino sua forma, não procuro dar sentido a uma ideia, nem mesmo seguir alguma direção com o texto. Não enxergo um final, não pensei num começo. O primeiro título foi "Flores de papel". Depois mudei para "Flores e espinhos", apaguei e não me preocupo em encontrar um nome para isso. Liberdade parece expressar bem o que estou fazendo agora. Letras soltas, ainda assim, presas por um significado. Uma sopa de letrinhas com ideias aleatórias que podem ser apenas manifestação do caos. Meu vazio é um lugar bonito. Sem forma, apenas lembranças de sensações. Meu vazio, quando não penso em nada, é uma brisa suave, num lugar quente e vasto. Um chão macio que não está lá e o calor do sol que passa por entre algumas arvores intercalado pelo frescor das sombras. E eu estou correndo incansável. Não há tempo. Nem o passar do tempo. Não há movimento. É o perfeito estático. Enquanto o caos domina no universo, no meu vazio, as coisas simplesmente não são. 

domingo, 14 de novembro de 2010

1x0

Fim de noite. Pra quem sabe o que isso significa é uma ótima introdução. Pra quem não sabe, bom, se você não sabe o que é fim de noite, meus pêsames. Alguém me pede meu abadá. 10,00. Eu peço 20,00. E, depois de oferecer 8,00 ou pó, sou intimado a fechar negócio por 5,00. Um pouco de conversa me livra de um conflito. Sigo caminho pela avenida e paro somente para trocar o abadá por uma camiseta sob a condição de devolver no dia seguinte. Estão me seguindo. A unica referencia é a casa do "Bugão", uma "celebridade" da cidade. Apresso-me, na primeira esquina escalo um muro e aguardo nas sombras. Poucos instantes depois 3 figuras viram a esquina e param. Atônitas, as 3 sombras buscam por todos os lados algo para seguir. Em vão, seguem pelo caminho mais lógico, em linha reta. Mais um minuto se passa e um casal dobra a esquina. Saio do esconderijo e sigo o casal. Uma, duas, três quadras. Agora eu estou caçando. Apreensivo, observo os três vultos ao longe. Minha casa se aproxima. Os vultos passam direto. Eu só acompanho com o olhar e me sinto aliviado. A noite termina sem nenhum incidente. Mesmo após evitar o confronto, me sinto um perdedor. Pois, o fim de noite foi 1x0. E eu perdi. Não sou um jogador, não aposto alto. Entretanto, aposto tudo. E dessa vez a derrota doeu. Mais do que posso descrever, menos do que deveria doer. Sentir nunca foi meu forte. Minha unica vantagem é aprender com meus erros e tentar não repeti-los.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

3:17


Contemplo o rosto diante de mim. Suas imperfeições, suas curvas suaves, típicas de um rosto feminino. O sabor do whisky que me faz companhia ocupa todo meu paladar. Meus olhos, porém, não se desviam do rosto. Os olhos castanhos me encaram de tal forma que parecem ler meus pensamentos. Tudo fica cinza. As cores somem, e, ainda sim, estão lá. Vejo tudo em preto e branco, mas, sei exatamente onde estão os olhos castanhos, sei exatamente a cor dos cabelos: loiros. Não me lembro exatamente como cheguei aqui. Não sinto o sabor do whisky. Mesmo assim ele enche meu paladar. A luz branca, forte, realça o contraste entre as sombras e o rosto branco. Posso ouvir meu coração bater, posso ouvir minha respiração. Há um ritmo, uma música no ar. Um som que inspira mistério e euforia. Diante de mim, a mesa, o rosto, as sombras, as imperfeições e os olhos cinza, castanhos. Eles sondam minha alma, meu ser, mentir para eles é mentir para mim mesmo. A lógica não consegue colocar tudo isso num único momento, no mesmo lugar. A física não existe. Sei onde está o chão, está apoiando a mesa. Sei onde está a mesa. Sei que tudo está onde deveria estar. Tudo está em torno dos olhos que me observam. Os olhos que enxergaram um mistério em mim e tentam desvenda-lo. O gelo derrete no meu copo. 49 minutos. É o tempo que o silêncio demora para voltar. 12 é o número de músicas tocando. Olho pela janela e não há estrelas no céu. Olho para o meu copo e vejo uma gota condensada escorrendo, lentamente, em câmera lenta. Evito os olhos que buscam desvendar os segredos de meu ser. Não há como mentir para estes olhos. Não existe máscara que me proteja, nem lugar oculto à sua visão. Eles me conhecem. Ouço um piano. Imagino meus dedos tocando as teclas. Imagino o som que elas produzem. Sinto o ar vibrar com as cordas, sinto a melodia ocupar o lugar todo. A gota escorreu. Não há mais gelo no copo. Nem whisky. Os olhos ainda me encaram. Dessa vez não desvio o olhar. Me aproximo. Olho com a mesma intensidade de volta. Busco a verdade em cada sombra, em cada silhueta. O sabor do whisky, do malte, agridoce. A noite sem estrelas. Os olhos. Como cheguei aqui? Por que estou olhando para estes olhos? Eles estão olhando para mim ou eu estou olhando para eles? A música, não há música. Não há som algum além de minha respiração. A não ser...um ritmo seco, acelerado. Uma gota escorre. Suor em meu rosto. Os olhos, o rosto, a folha de papel, o lápis em cima da mesa...
Apago a luz.