Ele olhou para cima e observou a janela. Era uma tarde de sábado e o dia estava quente. O gelo derretia e escorria pela garrafa. Alguém estendeu o abridor. O som do gás saindo, o som que a tampinha faz quando atinge o chão, o som de satisfação quando o primeiro gole desce pela garganta. Ahhhh! O calor é contrastado pelo frio da bebida. A tarde mórbida de um sábado quente começa a se tornar divertida. Os amigos vão chegando e se sentam, um deles trás consigo um violão. A roda canta, bebe e se diverte. O celular toca. Ele se levanta e conforme se afasta da roda, o efeito do sábado quente recomeça. Então, duzentos metros à frente ele passa diante da janela e escuta um chamado amistoso. A urgência da ligação impede que ele pare. Faz um aceno, uma desculpa, e, segue, apressado, pelo calor do sábado.
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